Menina Má -William March

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A Menina Má

William March

Darkside Books

Paginas: 272

SINOPSE: Publicado originalmente em 1954, MENINA MÁ se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March. Os críticos britânicos consideraram o livro apavorantemente bom. Ernest Hemingway se declarou um fã. Em menos de um ano, MENINA MÁ ganharia uma montagem nos palcos da Broadway e, em 1956, uma adaptação ao cinema indicada a quatro prêmios Oscar, incluindo o de melhor atriz para a menina Patty McComarck, que interpretou Rhoda Penmark. Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também. MENINA MÁ é um romance que influenciou não só a literatura como o cinema e a cultura pop. A crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark serviria de inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter.

Ola pessoal,

Desde quando lançou o livro “Menina Má” pela editora Darkside Books que fiquei tocada a comprar. Eu adorei a capa e enquanto não coloquei a mão no livro não fiquei por satisfeita. E foi justamente o que aconteceu, não sou parceira da editora, então tenho que adquirir do meu próprio bolso. Sabe aqueles livros que você compra pela capa? Esse é um deles, não me arrependo.

A Menina má conta a história de Christine e Rhoda Penmark, no primeiro paragrafo do primeiro capítulo nos dá a referencia de que o relacionamento da mãe e da filha não será um caso comum.

“Mais tarde naquele verão, quando a sra. Penmark olhava para trás e se recordava, tomada por um desespero tão grande que saia que nunca encontraria uma saída, sem ver solução para as circunstâncias que a atormentavam, lhe parecia que o 7 de julho, dia do piquenique da Escola Primária Fern, fora o dia em que sentiu felicidade pela última vez, pois, desde então, nunca mais soubera o que era alegria ou paz.”

Christine é uma mulher pacata e que conduz a criação de Rhoda dentro dos padrões aceitáveis. Rhoda uma menina de 8 anos é uma criança notável tem uma inteligência acima da média. É quando ocorre um acidente fatal no passeio da Escola Primária Fern, que tudo muda e Christine se vê desconfiada e incomodada com a participação de Rhoda no evento. Por trás deste incidente Christine começa a voltar para o seu próprio passado, buscando de alguma forma tentar entender e justificar a diferença da filha com as outras crianças.  Esta busca faz com que Christine se torne uma mulher mais fechada e incapaz de conviver com as dúvidas e a culpa que inevitavelmente recaí sobre ela. Ao aceitar que a filha é reflexo de seu passado a afeta drasticamente.

Rhoda por outro lado continua sendo uma criança que sempre foi. O que a incomoda são as investidas do Zelador que embora, apenas suponha que Rhoda tenha algo a ver com a morte do garoto, tenta incomodá-la por ela ser forte e não demonstrar nenhum tipo de sentimento com relação as pessoas e aos fatos. Esses diálogos entre Leroy e Rhoda são interessantes e o leitor fica na expectativa se a Menina vai se revelar ou não. E o inevitável acontece calando a boca de Leroy.

Christine fica mais perturbada ao perceber que sua filha é quem ela é e não poderá mudá-la, e é justamente nesse momento que toma uma decisão definitiva.

O livro é sem dúvida perturbador eu como leitora e mãe me vi no lugar de Christine muitas vezes ao longo da história. O final deixou a desejar na minha opinião, acredito que daria um outro final. Até escrevi num caderno de anotação.

Porém, Willian March foi fenomenal ao criar esta história, um livro tão fascinante quanto questionador. Ele foi feliz ao recriar dentro de um relacionamento tão especial que é de uma mãe e uma filha suspense, e em especial o terror de uma mãe ao se deparar com uma filha psicótica e criminosa. São personagens fortes e que nos fazem refletir sobre os rumos que deveriam ser tomados, Christine foi fraca ao que deveria fazer com Rhoda? O que você faria? Você percebe que as opiniões dos leitores se divergem ao se depararem com a história porque envolve valores e sentimentos fortes.

Sem dúvida um prêmio de 5 estrelas para sua obra.

Eu super recomendo a leitura!

Um abraço

Daniela Corrêa

 

Resenha: Delirium – Carlos Patrício 

Características: 

Livro: Delirium

Autor: Carlos Patrício 

Paginas: 228

Editora: Página 42 

Sinopse: Este é o tema de Delirium.

Nesta coletânea de contos o autor preza, sobretudo, pela diversidade e a originalidade. Pois em que outro livro você encontraria realidade virtual, experiência com alucinógenos, assassinos sádicos, debates sobre crenças e religião, um desabafo a la Kafka, e, até mesmo, os infortúnios de uma fofoca? Uma culinária diversificada e bem temperada para todos os paladares.(Skoob)

Olá Pessoal, 

Delirium – Carlos Patrício é um livro de contos nada convencional. Acho que pela capa dá para saber mais ou menos o que vamos encontrar, né? Por incrível que pareça o livro ainda me surpreendeu no seu primeiro conto. E olha que já li livros de thriller psicológicos, no entanto nunca imaginei algo semelhante, provalmente por conter cenas nada triviais, tais como sádicas. Sim, o primeiro conto contém sadismos, caramba! Sério foi a primeira vez que li sobre esse tema. 

O livro é dividido em vários contos, o primeiro me causou certos calafrios. Muito bem bolado a história, mais um pouco cansativo nos diálogos entre o sádico e a vítima. Porém, extremamente inteligente, pois o Carlos Patrício, demonstrou sua perspicácia em conhecimento e pesquisa. 

Os outros contos são mais leves na minha opinião.  Quando eu li a sinopse do livro e vi que teria até um desabafo a lá Kafka, fiquei na expectativa. “Vamos ver afinal o que o Carlos preparou” pensei. E de certa forma me surpreendeu de uma maneira um pouco negativa porque esperava um pouco mais, eu li alguns livros de Kafka e posso dizer que neste caso poderia ter sido melhor. Nada mais justificável, convenhamos Kafka é o mestre. 

Nós também encontramos uma certa comicidade até, que é o caso do conto do personagem Ricardo e a fofoca sobre sua vida. Este conto eu ri, mesmo sendo uma história trágica me causou boas risadas. E foi um gran finale, pela forma como começou, nada mais justo que finalizar sorrindo. Queria que o autor desse andamento neste conto e o transformasse em livro. Fica a dica, Carlos Patrício! 

Bom, acredito que o Carlos Patrício tem uma boa imaginação e escreve muito bem,  gostei do fato de Delirium conter múltiplos temas não deixando o leitor entediado. 

No mais gostaria de ver cada conto do livro virar uma história, porque o leitor fica com aquele dúvida, aquele vazio, aquela inexistência do final. E com outra capa, please!  

Bom é isso pessoal, essas são as minhas impressões sobre o livro Delirium, espero que vocês apreciem, apesar da capa ser “feia” (eu não gostei da capa, me perdoem) contém uma boa diagramatização, ilustrações excelentes e uma boa dose de terror X suspense X sátira que valem a pena serem lidos. 

Um abraço 

Daniela Correa 

Resenha: O Sol é para todos – Harper Lee

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Titulo: O Sol é para Todos
Autor: Harper Lee
Páginas: 364
Editora: José Olympio
ISBN: 978-85-03-00949-2
Sinopse: Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações. Com nova tradução e projeto gráfico, este clássico moderno volta à cena, justamente quando a autora lança uma continuação dele, causando euforia no mercado. Desde o anúncio de sua sequência, O sol é para todos é um dos livros mais buscados e acessados no site do Grupo Editorial Record. Já vendeu mais de 30 milhões de cópias nos Estados Unidos e, no último ano, ganhou a recomendação do presidente Barack Obama, que proferiu o seguinte elogio: “Este é o melhor livro contra todas as formas de racismo”. Vencedor do Prêmio Pulitzer. Escolhido pelo Library Journal o melhor romance do século XX. Eleito pelos leitores de Modern Library um dos 100 melhores romances em língua inglesa. Filme homônimo venceu o Oscar de melhor roteiro adaptado.

Olá pessoal,

Estava um pouco sumidinha por aqui, né? Peço desculpas, até tenho feito algumas postagens no IG e na página.

“O sol é para todos” é um daqueles livros que você lê e leva para a vida toda. O leitor  é levado para uma profunda reflexão, sobre rascimos e injustiças da vida. Mesmo o livro ter sido escrito em meados dos anos   1930,  infelizmente sabemos que é um assunto mais atual do que cogitamos, um tema polêmico até nos nossos dias. 

A história é contada pela visão de Scout, filha mais nova do advogado  Atticus Finch. Scout relata sua vida na Maycomb, uma cidade antiga e decadente, a família mora na principal rua residencial de Maycomb, Scout, Jem (seu irmão mais velho) Atticus e Calpúrnia, a cozinheira. É neste ambiente que eles conhecem Dill um garoto de 4 anos que se torna um amigo inseparável. Neste contexto eles vivem momentos excepcionais e aventuras surpreendentes, até que acontece um incidente com uma branca e um negro e Atticus como advogado é escalado para defender o negro chamado Tom Robinson. Em meio a todos esses eventos as crianças tentam com peraltices da idade tentar tirar o vizinho Arthur Radley de casa, a quase 15 anos ele foi aprisionado em casa para não causar mais problemas, virando assim uma lenda. E as crianças queriam desvendar os mistérios da desaparecimento de Boo Radley.

“Ninguém sabia de que tipo de intimidação o sr. Radley lançava mão para manter Boo fora de vista, mas Jem achava que ele ficava acorrentado à cama quase todo tempo. Atticus dizia que não, que não era nada disso, que havia outras maneiras de fazer alguém virar um fantasma.” (21)

A parte hilária da história é quando as crianças cometem várias travessuras, tentando arrumar um jeito para tirar Boo de casa, foram tramando planos conforme vai se seguindo. As conversas e as estratégias que vão ocorrendo é que faz o leitor ficar mais encantado por dar uma leveza na trama. 

Os diálogos das crianças com Atticus é o ponto mais relevante e que me chamou a atenção sobre a personalidade de Atticus, um homem doce e inteligente que faz seus filhos pensarem e serem justos com todos os acontecimentos que se seguem. O relacionamento deles como família é intenso e terno, o que me chamou a atenção e me fez amar o personagem do Atticus.

“- Em primeiro lugar, Scout – disse ele -, se aprender um truque simples, vai se relacionar melhor com todo o tipo de gente. Você só consegue entender uma pessoa de verdade quando vê as coisas do ponto de vista dela.” (43)

Se torna mais intenso quando o Tom Robinson está prestes a ser julgado, algumas pessoas da cidade começam a perseguir Atticus e sua família por ele um advogado branco defender um negro. Ele sofre todo tipo de ameaça. Porém, Atticus não se deixa atemorizar e continua seguindo sua vida da mesma forma que sempre seguiu. Seus filhos vão seguindo em frente, temendo pela vida do seu pai e chega um determinado momento que Jem tem que tomar uma atitude e se revela um rapaz de caráter e coragem. E quando eles menos esperam algo extraordinário acontece em meio a confusão e o medo. Eles aprenderam a olhar com veemência e em especial tirar o melhor das pessoas quando as conhecem de verdade.

“Para mim não há nada mais repugnante do que um branco de quinta categoria tirar vantagem da ignorância de um negro. Podem ter certeza: essa divida está aumentando e um dia  vamos pagar essa conta. Espero que até lá vocês já tenham morrido.” (275)

Eles aprenderam a olhar com veemência e em especial tirar o melhor das pessoas quando as conhecem de verdade.

Bom pessoal, não vou me alongar nesta resenha, como vocês podem perceber quando eu gosto de um livro me alongo demais, né?  Eu já algum tempo queria ler o livro e encontrei uma oportunidade excelente quando o escolhemos para discussão em grupo no Skoob – Clube do Livro quem quiser participar ou tiver interesse em ler nossas discussões é só entrar no link, okay! 

Quem ainda não teve a oportunidade de ler “O sol é para todos” eu sugiro que leiam, se tornou um dos meus preferidos.

Um grande abraço

Daniela Corrêa

Contos Infantis – Hugo Fabrício Medeiros 

Olá pessoal, 

Hoje eu venho aqui recomendar uma super dica de leitura para os Papais e mamães que acompanham o Blog Nas Entrelinhas dos Livros. 

É a coleção de livros de Contos Infantis do autor Hugo Fabrício de Medeiros. São livros voltados para o público infantil ilustrados e que visam o aprendizado, superação e desenvolvimento da criança. Eu tive a oportunidade e o privilégio de ler alguns dos livros da Coleção e gostei tanto que estou aqui dividindo com vocês. 


Quem é papai e mamãe sabe da importância de termos livros que ajudam nossos filhotes a superar algumas dificuldades do dia a dia. E é com essas histórias que ajudam e facilitam o ensino lendo e ilustrando. 

Eu quando tinha minhas pimpolhas pequenas amava contar histórias e ler para elas, foi com contos assim que elas cresceram amando a leitura e passando pelos desafios da idade sabendo que podiam superar com seus personagens preferidos. 

Para adquirir a coleção completa Contos Infantis aqui 

Um grande abraço 

Daniela Correa 

Resenha: O Planeta das Flores Amarelas – Clara Arreguy

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Características:

Livro: O Planeta das Flores Amarelas

Autor: Clara Arreguy

Páginas:

Editora: Outubro edições

ISBN: 978-89-918274-5-9

Sinopse: Coletânea de crônicas publicadas na revista Veja Brasília. Orelha de Nicolas Behr, poeta: Quando a Clara me convidou para escrever este texto eu topei na hora. E disse mais: faço com prazer. Porque foi prazer que senti quando li estas crônicas, algumas ainda na última página da Veja Brasília. Falam da nossa Brasília, das vivências da cronista, agora já brasiliense, integrada na paisagem, conhecedora das nossas lendas e mitos. Descreve os lugares, compartilha sensações. Ler estas crônicas é acreditar na humanização da maquete através da palavra. Clara vê Brasília com um outro olhar. Não viciado, não previsível, não clichê. Corra você mesmo na leitura das deliciosas crônicas escritas por esta mineira que Brasília adotou. Crônicas (Skoob)

Olá pessoal,

Eu fui convidada pela Claúdia Marini do Mãe Literatura para participar do Projeto Viagens Literárias do Mãe Literatura, que consiste na viagem de um livro parceiro do Blog entre blogueiras do Brasil. É no mesmo molde do livro viajante. Como vocês já perceberam eu gosto muito desses projetos, inclusive pela oportunidade de conhecer os trabalhos literários de autores nacionais. Eu fico super feliz quando recebo convites assim, demonstra confiança e credibilidade como blogueira.

Vamos ao livro da Clara “O Planeta das Flores Amarelas ” é uma coletânea de Crônicas sobre Brasília, cidade amada! A principio quando comecei a ler logo na primeira crônica senti que felizmente iria gostar do livro. A Clara descreve uma Brasília diferente, cheia de sensações marcantes e vibrantes sobre a cidade que tanto amo, especialmente traz sentimentos que somente quem nasceu aqui sabe o que estou descrevendo.

“O segundo motivo a me conquistar forma as pessoas. Os laços sociais. Como um bando de exilados, os brasilienses natos e/ou naturalizados possuem um sentido de solidariedade mais orgânico. Apoio Mútuo.”

Apesar de Clara não ter nascido em Brasília, ela descreve de uma forma bem peculiar as ruas, os movimentos, a política, os contornos e entorno, como se fosse nascida nesta terra. Ela escreve com elegância e reverência sobre vários temas inclusive o clima seco de Brasília. A linguagem utilizada é clara e precisa, deixando até quem não conhece a cidade com vontade de vir conhecer um dia.

“O ar sem chuva modifica as mechas dos cabelos, as pontas dos dedos, o consumo e a eliminação de líquidos, a transpiração quase ausente, a pressão sanguínea, o ardor nos olhos, a ofegante busca por sonhos menos asfixiantes, a onipresente luz do dia, o tatear de superfícies que se procuram menos abrasivas e mais compassivas. Algo há de consolar  tanta aridez.”

São crônicas que se dividem em capítulos cada um contando uma singularidade da cidade. Clara conquista nas primeiras linhas o leitor, é uma leitura muito gostosa, que aguça a vontade de terminar, não é cansativa de forma alguma. Além disso, é a forma do leitor conhecer Brasília de outro ângulo.  A maioria conhece o que a mídia mostra, ainda mas agora que toda a luz esta refletida para a cidade do poder e o centro político. O leitor tem a oportunidade de conhecer como vivem os brasilienses natos e/ou naturalizados, aqueles que escolheram Brasília para viver com os olhos atentos da cronista Clara nas suas palavras equilibradas e sábias.

 Eu realmente adorei o livro e espero ter a oportunidade de encontrar a Clara em algum momento da minha vida para dizer o quanto fiquei feliz ao ler as páginas de seu livro, fiquei realmente encantada!

Claudinha, eu só tenho que agradecer o convite para participar do projeto, muito feliz por você ter escolhido o livro: “O Planeta das Flores Amarelas” me senti privilegiada e especialmente agradecida por ter lido um livro que mostra Brasília com realmente é, eu como brasiliense nata não poderia ficar mais contente e lisonjeada.

Um grande abraço

Daniela Corrêa

Minha participação no Booktour – 2016

Olá pessoal,

Esse ano eu estou participando de alguns Booktours para o Clube de Amigos Leitores – CAL.

Algumas pessoas sempre me perguntam: Danne, o que é o Booktour?

Booktour é um livro viajante, simples assim!

Ano passado participei de alguns, por incrível que pareça eu sempre perdia os prazos de inscrição, agora estou efetiva. Eu percebo que é uma ótima oportunidade para ler os nacionais e autores que provavelmente não teria a oportunidade de conhecer.

A novidade é que a Mari Martelote do blog  Maravilhosas Descobertas e administradora do grupo, fechou parceria com a Editora Valentina e se tudo der certo 🙏🏼🙏🏼 vamos ler outros livros que a editora vai disponibilizar para o projeto Booktour do Cal, eu além de animada, estou muito…super feliz!

Compartilho os Booktours:

1. Quilômetros da Saudade – Angélica Pina

  1. O Penhasco – Carine Raposo

3. Delirium – Carlos Patrício (resenha quase pronta)

4. Proibida para mim – Elizabeth Bezerra

5. Escândalo – Tammy Luciano (parceria com a Editora Valentina)

As resenhas serão disponibilizada a medida que concluir as leituras de cada livro.

Tenham um ótimo dia!

Daniela Correa

Resenha: Léo & Bia – Fernanda Terra

Toda vez que eu olho em seus olhos, eu sinto que poderia olhar neles durante toda a vida.” (Get It Started – Shakira e Pitbull)

Características:

Livro: Léo & Bia

Autor: Fernanda Terra

Editora: Ler Editorial

Página: 259

Sinopse: “Ela é mistério, cheia de segredos. Ele é bagunçado, cheio de defeitos.” A Bela e a Fera – Munhoz e Mariano

Na infância, Maria Beatriz foi levada contra sua vontade para longe de seu pai e de sua amada Santa Maria, cidade linda, no coração do Rio Grande do Sul. Mas, nem mesmo a distância ou o tempo foram capazes de apagar as lembranças que ela trazia no coração. Hoje, mais madura, ela está ansiosa com sua volta para casa e com o início de uma nova vida na Universidade de Santa Maria, cursando Psicologia. Sua felicidade é tanta que ela se distrai por um momento. De repente, no corre-corre do aeroporto, enquanto procurava por seu pai, acontece um esbarrão. Era um certo peão… E depois disso, a vida de Maria Beatriz nunca mais seria a mesma… Léo é estudante de veterinária e se estabeleceu na cidade depois que o pai herdou a Fazenda Palmital do avô. O jovem peão mexe com as estruturas de Santa Maria, não só pelo som de sua caminhonete potente, mas também por todo seu charme e disposição para conquistar uma certa moça que roubou seu coração. Léo e Bia nos trazem muito mais que uma história de amor contada por dois jovens do interior. Eles nos levarão por uma trajetória de luta e superação! Léo e Bia chegam para encantar vocês com seu jeitinho marrento, mas completamente apaixonante. Skoob

Olá Pessoal,

Eu ganhei Léo & Bia de aniversário da Cláudia Zuliani e da Fabiana Lustosa, pessoas queridíssimas, que se tornaram minhas amigas à distância. A Fernanda Terra, é autora parceira, algum tempo tenho seguido sua trajetória por causa da trilogia “O Deputado” no qual tive o imenso prazer de ler em uma viagem que fiz para fora do país. Eu virei fã logo depois da leitura. Léo e Bia é o quarto livro publicado da Fernanda, e chegou para abalar, com certeza!

Léo e Bia é aquele livro que conquista o leitor logo nas primeiras páginas. Maria Beatriz chega de São Paulo à Santa Maria/RS após 5 anos depois da separação de seus pais. Sua mãe, Maria Elisa, levou-a para morar com ela causando sérios problemas na vida da Bia, distanciando do seu pai e do convívio na sua amada cidade natal. É justamente na sua chegada ao aeroporto que acidentalmente atropela Leonardo Ávila. Um encontro inusitado que mudará sua vida para sempre, inevitavelmente a beleza de Léo chama sua atenção. Leonardo e sua família se mudaram para Santa Maria cerca de 3 anos, os pais e a família ficaram amigos do Seu João, o delegado da cidade. Leonardo e sua irmã Jessiany são universitários, ele do curso de Veterinária e ela de Psicologia. Jessiany se torna a melhor amiga da Bia, a aproximação das duas se dá por estarem matriculadas no mesmo curso e também pela afinidade entre elas.

Bia e Léo se tornam amigos e vão construindo o amor que sentem um pelo outro aos poucos. Duas personalidades que se assemelham à medida que vão se conhecendo e se tornam inseparáveis, no início vamos percebendo que o Leornado está caidinho pela sua marrentinha. Ele é bravo, uma fera e cabe a Bia domar o seu peão. A história se desenvolve no núcleo de Santa Maria, a Federal e a fazenda na qual a família do Léo mora. Léo e Bia travam além do amor cenas inusitadas de ciúmes e brigas tão engraçadas como intensas.

“Sabia que Leonardo não era o rei das gentilezas, mas o que ele havia feito me fez enxergar o moleque arrogante e ignorante que era.”(29)

A Bia é uma mulher sensível e de uma personalidade marcante que vai conquistando os amigos do Léo e o leitor de uma forma tão querida, hilária e ao mesmo tempo emocionante.

“Leonardo poderia ser grosso, intolerante, mandão, mas era o amor da minha vida, eu me rendia à paixão que sentia por ele.” (64)

Léo, um peão forte, bravo e mandão mais de um coração fiel e absurdamente lindo. E que ama incondicionalmente sua marrentinha.

“Tu me enfrentaste. Brigou comigo, me fez enxergar que podemos nos divertir juntos sim é que nenhuma mulher chegaria a teus pés.”

Juntos eles vivem várias histórias engraçadas, trágicas e comoventes.

Quando do incêndio da boate Kiss, sim, meus amores, a história relata essa trágica história vivenciada pelo povo de Santa Maria. A Fernanda, transcreve com tanta emoção que fica difícil não se emocionar. Léo e Bia passam por essa tragédia e nos conduz para dentro do sofrimento como se a vida real transcendesse a ficção.  Foi uma homenagem incondicionalmente linda da Fernanda Terra para toda a cidade e as famílias, tanto para aquelas que perderam seus entes queridos, como para as sobreviventes. E um capítulo da história trágica que não deve ser esquecido para não ocorrer outros da mesma magnitude.

Bom, pessoal a história de Léo e Bia é contada na voz da Bia e num capítulo ou outro o Léo nos dá o ar da sua graça contando sua versão. É super cativante, impossível não se apaixonar pelo casal. Muito bem escrita, com leveza e muito amor, poxa a Fernanda arrasou no quesito amor, impossível não sentir nas palavras, nos diálogos e na própria narração.

Outro ponto primordial que chamou a atenção foram os diálogos, a Fê, deixou bem claro o dialeto dos rio-grandenses. Eu tenho vários amigos que moram no Rio Grande do Sul,  inclusive tenho uma conhecida que tem família em Santa Maria, e os diálogos foram bem escrito, impecável e marcante, era como se estivesse ouvindo meus amigos conversando. Adorei o cuidado com esse detalhe.

Agora, quero destacar a play list do livro, meu Deus, gente! Pará tudo!  É para arrasar os corações apaixonados, a Fê com certeza me pegou de jeito. Eu não sou fã de sertanejo, ouço mais quando estou no carro da minha filha (que ama), no entanto devo ceder, deixei meu senso crítico de lado e entrei no romantismo, me deixei entrar na onda e que de fato não tive como não gostar. Confesso que algumas musicas da lista, eu parei para ouvir duas vezes ou mais. Rsrsrs!

* Eu escolhi algumas musicas da lista da play list do livro, vou deixar aqui 👇🏼👇🏼👇🏼

  1. 93 Millions Miles – Jason Mraz
  2. Amigo Apaixonado – Vítor e Léo
  3. Always – Bon Jovi
  4. Prefácio – João Carreiro e Capataz
  5. Teus segredos – Fernando e Sorocaba
  6. De Janeiro a janeiro – Nando Reis e Roberta Campos
  7. Nossas Memórias – Bruno e Marrone

O restante da play list vocês terão que ler o livro, só conto que tem mais, muito mais! ❤️

Para terminar quero deixar meu agradecimento para minhas amigas Claudia Cristina Zuliani e Fabiana Lustosa, pelo carinho de mais uma vez me apresentar um romance emocionante e envonvente como o Léo e Bia.

Fernanda Terra, sei que você vai ler a minha resenha, quero te parabenizar e dizer que suas palavras me comoveram, você merece todo o sucesso, o livro está encantador, eu quero ler outros livros da sua autoria com certeza vão ser vários que virão para nos emocionar. Você transmitiu através do Léo e Bia: amor, união, perdão, recomeço e sensualidade na medida certa, trouxe vida e luz em meio a tragédia. Obrigada pela confiança!

Para comprar:

Amazon – Léo e Bia
Fernanda Terra

Um abraço

Daniela Correa