Resenha: Tempo de Espalhar Pedras – Estevão Azevedo

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Características:
Livro: Tempo de Espalhar Pedras
Autor: Estevão Azevedo
Editora: Cosac Naify
Páginas: 288
Ano: 2014

Sinopse: Devoto de qualquer entidade que confirme sua predestinação, Silvério crê que irá encontrar a grande pedra, mesmo quando até as pequenas rarearam. Rodrigo, um dos filhos de Diogo, sente um desejo irresistível por Ximena, filha do maior desafeto de seu pai. Outro filho de Diogo, Joca, diz ter matado nos gerais o famigerado Rosário, e mantém uma amizade com um homem de vida pródiga e sem lastro que a justifique. Sancho, que largou o garimpo para servir ao coronel, vive amancebado com a índia que dorme em seu terreno e que só emite palavras incompreensíveis. Nas muitas serras ao redor do vilarejo, quando já não há solo que não tenha sido maculado por explosões e picaretas, os homens têm a fatal percepção: as únicas superfícies ainda intocadas e que podem esconder pedras preciosas são aquelas em que suas próprias casas estão erguidas. É nessa essa moldura que as diversas tramas do romance estão inseridas: a do vilarejo paulatinamente destruído por homens que, tomados pelo desespero e pela cobiça, buscam sob vielas e praças, sob salas, quartos, cozinhas e quintais suas últimas esperanças de sobrevivência ou fortuna. (Skoob)

Olá pessoal,

A primeira vez que ouvi falar sobre o livro “Tempo de Espalhar Pedras” estava assistindo à reportagem da coluna Literatura da Globo News no qual chamou a minha atenção, em especial a entrevista do autor Estevão Azevedo. Com seu jeito calmo contava a história de Rodrigo e Ximena dois personagens singulares diante de uma cidade devastada pelo garimpo, vivenciando um romance baseado em Romeu e Julieta, num cenário apocalíptico, a reinveção de uma Verona devastada, entrando em extinção pela seca e a escavação devastadora de homens desesperados por diamantes.

A história é contada na terceira pessoa e com uma maestria impressionante. A forma como as palavras são poeticamente colocadas, a linguagem vai se revelando de uma maneira excepcional. Impossível ler, nós leitores, não se conectar a história. Cada capítulo é reservado a um personagem que vai se revelando a medida que vamos lendo. 

É uma terra comandada por um coronel que vai se beneficiando do trabalho dos homens que garimpam para encontrar diamantes que já não existem mais. Eles vão buscando maneiras para sobreviver e em meio ao sofrimento e a desilusão. Joca, Silvério, Bezerra, Diogo, Vitória, Rodrigo e Ximena vão sendo prescrutados, desenrolando suas artimanhas, seus anseios e suas desilusões, descritas de uma forma apaixonante. Em meio às garimpagens surge o amor de Ximena e Rodrigo, de famílias inimigas, que lutam entre o desejo e ódio. O desenrolar dos acontecimentos é que faz da história um diferencial, eu me surpreendi com a leitura especialmente com o final que foi o ponto forte, interessantíssimo, por sinal. 

“Dali em diante, não havia decisão tão relevante a tomar, e a sensação de que aquele ato traçará uma linha que não admitia bifurcações tranquilizou-o.”

Tempo de Espalhar Pedras entrou para a minha lista de melhores livros lidos do ano. E olha que o ano apenas começou.

Eu amei de coração a escrita de Estevão Azevedo. Quando eu me deparei com as críticas sobre o livro, uma delas dizia que foi escrito com maestria, eu pensei que poderia ter alguma opinião contrária, e não, foi surpreendentemente extraordinário. 

Bom, o livro sem dúvida é incrível e faz jus a crítica literária. 

Minha Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟 

Super recomendo a leitura! 

Daniela Corrêa 

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